Hoje em dia, chamam de coaching o que, na verdade, é aconselhamento, consultoria, mentoria e até outplacement.
Não à toa, muita gente se confunde.
Eu trabalho com coaching desde 2013. E, nesses anos todos, vi o termo ser cada vez mais popularizado — mas também banalizado. E isso é uma pena, porque o coaching, quando praticado com ética e profundidade, é uma ferramenta poderosa de transformação pessoal e profissional.
Por isso resolvi escrever este artigo. Para explicar, com clareza e sem enrolação, o que é coaching de verdade. E, claro, o que não é.
Você sabe há quanto tempo o coaching existe?
Mais do que parece!
O conceito de coaching começou a tomar forma em 1974, com Timothy Gallwey, treinador de tênis que percebeu que o maior obstáculo de seus atletas não era técnico — era mental. Ao fazer perguntas que ajudavam os jogadores a se escutarem e ganharem autonomia, Gallwey semeou as bases do coaching moderno.
Depois, nomes como John Whitmore (1992), autor do clássico Coaching para Performance, levaram essa abordagem para o mundo dos negócios e da liderança.
Hoje, o coaching é regulamentado por instituições como a ICF (International Coaching Federation), fundada em 1995, que estabelece padrões éticos e as competências essenciais no mundo todo.
É essa a linha que trabalho.
Segundo a própria ICF, coaching é:
“fazer uma parceria com os clientes em um processo instigante e criativo que os inspira a maximizar seu potencial pessoal e profissional.”
O que coaching não é
❌ Não é terapia
Terapia é conduzida por profissionais da saúde mental e foca no passado, nas emoções e em padrões limitantes.
O coaching atua no presente e no futuro, com foco em metas, escolhas e ação.
❌ Não é consultoria ou outplacement
Na consultoria ou no outplacement, o profissional entrega respostas e soluções prontas.
No coaching, é o cliente quem constrói as respostas, com apoio de perguntas, reflexões e estrutura.
❌ Não é mentoria
Mentores compartilham conselhos baseados na própria experiência.
O coach não aconselha. Ele provoca reflexões para que o coachee encontre seu próprio caminho, com mais consciência e autonomia.
E pra quem serve o coaching?
- Transição de carreira: para quem está em mudança e precisa clareza para decidir.
- Liderança: para quem quer desenvolver presença, influência e gestão de pessoas.
- Performance: para quem sente que pode mais, mas precisa alinhar foco, energia e direção.
Atuo com coaching de transição de carreira em fim de ciclo — como desligamento inesperado ou aposentadoria planejada. Também conduzo processos de onboarding de líderes recém-promovidos ou contratados, além de desenvolver profissionais que desejam fortalecer sua liderança e comunicação com autenticidade.
Conclusão
Coaching não é fórmula mágica nem técnica de motivação de curto prazo.
É um processo estruturado, ético e profundo, que respeita sua história e potencializa sua ação. Quando bem conduzido, transforma. Porque te ajuda a enxergar com clareza, decidir com confiança e agir com propósito.
Se você está em transição ou sente que está pronta para uma nova fase, talvez só esteja faltando ajustar as velas.
E o coaching pode ser o vento que faltava pra você ganhar direção e leveza.